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03/03/2008

Etiqueta à mesa japonesa

Quem nunca passou por algum apuro em restaurante japonês que atire a primeira pedra! Eu sempre tive dúvidas, muitas já esclarecidas pela professora Lumi Toyoda em suas palestras. Por exemplo: o oshibori, aquela toalhinha que vem fumegante no inverno e geladinha no verão, a gente pode passar no rosto? Morro de vontade!!! E a decoração do prato com pássaros de nabo e flores de cenoura, posso comer ou o sushiman pode ter um piripaque? Reuni alguns tópicos abaixo, sem a pretensão de dar aula de etiqueta, por favor, apenas comentando coisas que aprendi ao longo desses anos de ‘papa-sushi’ e que achei interessantes. Mas na dúvida, já sabe: use o bom senso, sempre a melhor saída.

- Na chegada: você chega e lá do fundo gritam, “Irashaimassêeeee!!!”. Não precisa ficar desconcertado tentando responder ou repetir a frase. São as boas-vindas, basta acenar com a cabeça e se acomodar.

- O oshibori (a toalhinha). É para limpar as mãos e se reconfortar, por isso vêem quente no inverno e frias no verão. No Japão os comensais passam no rosto, aqui não é comum mas se você estiver afim de dar aquela ‘refrescada’, faça como eu: disfarça e passa (tipo ‘relaxa e goza!’).

- Ohashi: se não souber usar os ‘pauzinhos’, pode fazer a pinça usando um elástico, por isso as pontas das hastes são chanfradas…

- Se for para comer sushi, pode pegar com as mãos, não tem problema. Mas você deve engolir o naco de uma só vez, nada de mordiscar, sushi não é coxinha.

- Os hashis nunca devem ser ‘espetados’ na tigela do arroz e nem apoiados sobre as mesmas. Devem permanecer na mesa, sobre apoios específicos para esse fim. Se quiser ser mais preciso ainda, sempre paralelos à borda da mesa, nunca na perpendicular. Apontar um hashi pro sushiman então é pedir para levar uma facada, falta de respeito total.

- Tem gente que fala gesticulando com o hashi na mão como se fosse um cigarro. Imagine a cena com um garfo na mão. É tão feio quanto. Mas tem coisa pior: ficar chupando a ponta do hashi, credo, ninguém lambe a ponta da faca, né?

- E já viu gente esfregando um hashi no outro após tirar da embalagem como se estivesse afiando uma faca? Isso também é horrível, indica que você considera o hashi daquele restaurante de baixa qualidade.

- O missoshiro (sopa de pasta de soja) deve ser tomado (e se quiser fazendo barulho!) com a tigela diretamente na boca. Jamais use uma colher, pode usar os hashis para misturar seu conteúdo, que costuma se depositar rapidamente no fundo da tigela.

- Sushi: o maior erro é a famosa ‘piscininha de shoyu’. Cheia de wasabi (raiz forte) diluída então, é a visão do apocalipse pro sushiman! O shoyu deve ser usado com parcimônia e o wasabi aplicado apenas sobre a peça a ser comida. O ideal é que no final da refeição, o pratinho de shoyu esteja tão limpo como antes de ser usado. Parece loucura mas é isso mesmo.

- As bandejas de sushi vêm repletas de enfeites de pepinos, nabos e cenoura além de folhas de shissô intercalando fatias de peixe. Pode parecer só decorativo, mas há uma grande finalidade: os legumes ajudam a regularizar os índices de ácido úrico que a ingestão de peixes provoca no organismo, principalmente o pepino e o nabo. Por isso mesmo eu como tudo. Já as folhas de shissô são alcalinizantes e possuem ação anti-séptica, o que é bastante desejável em se tratando da ingestão de alimentos crus.

- As tigelas com arroz e alguns cozidos podem ser levadas próximas à boca durante as refeições, não é feio. Isso até ajuda quem não tem firmeza no uso do hashi.

- Saquê: o tal do salzinho na borda é modinha brasuca mas tá valendo pela informalidade mesmo. Mas para um ótimo saquê, jamais coloque sal.

- O saquê também não deveria ser servido com sushi. Sushi deve ser degustado com chá, mas como não somos tão ortodoxos, comemos até com caipisakê, quer hibridismo cultural maior que esse?

- Antes de se servir de saquê você deve primeiro servir o seu acompanhante. E se for japonês, servir sempre com a mão direita. Servir com a mão esquerda indica que seu acompanhante é um inimigo, embora nesse caso você nem o serviria, hehe.

- Os ‘teishokus’, seleção de vários pratinhos com sopa, arroz, picles, peixes e cozidos, são refeições individuais mas em alguns restaurantes são tão grandes que podem ser divididos. Não hesite em pedir arroz ou missoshiro extra (cobrado à parte) nesse caso.

- Não há uma regra para a seqüência dos pratos, mas geralmente se começa com o sashimi (peixe cru). Depois entram os pratos quentes e o ideal é optar pelas frituras para evitar que elas esfriem e percam a crocância. Tempura frio é um erro, já me disse uma amiga.

- As sobremesas japonesas, geralmente feitas com feijão, são sempre pouco doces, exceto loucurinhas como ‘tempura de sorvete’. Mas vão super bem com o chá japonês, que além de leve é ótimo para a digestão.

- Na hora de ir embora, seja lá o que você ouvir deve ser um “obrigado”, então vale a dica da chegada: apenas acene levemente com a cabeça em sinal de reverência pela hospitalidade e vaze!

Quer mais? Tem um vídeo muito engraçado que postei certa vez aqui e que brinca com a etiqueta japonesa. Divirta-se. (link)

(texto de Marcelo Katsuki, editor de arte da Folha Online, postado originalmente no blog Comes e Bebes em 07 de fevereiro de 2008)

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24/01/2008

TOMATES CONTRA O CÂNCER

Já que este é um blog sobre comida, e leva “tomate” no nome, está aí um artigo que vale a pena.

TOMATES CONTRA O CÂNCER
Luiz Molina Luz
Química e Saúde

Estudos recentes, publicados em revistas sobre nutrição e medicina, demonstram que o licopeno, o pigmento que dá cor vermelha ao tomate, é um potencial agente anticâncer. Ele também é encontrado em vegetais e frutas como a melancia, a goiaba vermelha e o mamão papaia. Estas três são as que contêm o pigmento em maior quantidade.

Os molhos de tomate são concentrados ricos em licopeno. Aliás, uma característica interessante desse pigmento é que ele não perde suas propriedades químicas ou medicinais quando concentrado ou cozido por longo tempo.

E mais: é mais bem absorvido pelo nosso organismo quando os produtos do tomate, como o tomate seco, por exemplo, são ingeridos com azeite de oliva. O licopeno de produtos processados é, ainda, muito melhor absorvido do que o dos produtos in natura. A goiabada é outro produto alimentício rico nesse pigmento.

Uma alimentação diária rica em licopeno na forma de molhos e purês de tomate, ketchup e tomate seco é recomendada. Os tomates frescos mais vermelhos devem ser os escolhidos para as saladas porque contém boas quantidades de licopeno.

Um quilograma de tomates maduros contém cerca de 20 a 30 mg dessa substância. Nos Estados Unidos, estão sendo feitos estudos de engenharia genética no sentido de se produzir culturas de tomates com maior conteúdo de licopeno. Fica claro, também, que o tomate orgânico, colhido em plantações sem o uso de agrotóxicos, deve dar molhos e purês muito mais saudáveis, que serão certamente mais efetivos na ação anticâncer.

O licopeno é ainda um poderoso antioxidante, capaz de neutralizar a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento e degeneração das células.

Três tipos de trabalhos de pesquisa com seres humanos, publicados nos últimos 15 anos, envolvem o licopeno: a epidemiologia (incluindo-se a biodisponibilidade), o efeito do licopeno na proliferação dos tumores e os mecanismos bioquímicos e imunológicos de sua ação.

Vários estudos epidemiológicos têm sido publicados, demonstrando a eficiência de uma alimentação rica em licopeno contra vários tipos de câncer e doenças crônicas (câncer de próstata, intestino, bexiga, vesícula, pele, seio e cervical, além de doenças cardiovasculares). Alguns pesquisadores demonstraram que o licopeno inibe o crescimento de células cancerosas em culturas de tecidos em laboratório.

Ficou confirmado, também, que o licopeno induz a comunicação entre as células, o que pode ser à base da proteção contra o câncer, uma propriedade independente de sua atividade antioxidante.

Atualmente, as pesquisas com licopeno estão direcionadas para os seguintes temas:

1. Fatores que influem na alimentação, incluindo-se a interação com outros carotenóides;
2. Metabolismo do licopeno nos seres humanos e a função dos produtos derivados do licopeno (metabolitos) no corpo humano;
3. Mecanismo de controle da proliferação das células cancerosas;
4. Estudos da participação do licopeno na prevenção do câncer nos seres humanos;
5. Mecanismos de deposição do licopeno em tecidos humanos;
6. Efeito do licopeno nos sistemas imunológicos do corpo humano.

(Fonte: Mundo Vestibular)

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01/08/2007

Slow Food

Hoje não tem receita, tem um post sobre o movimento Slow Food Brasil, que deixou comentário no post abaixo.

O Slow Food surgiu na Itália em 1989 como contraponto ao fast-food, mas vai muito além disso: é uma associação internacional que reúne pessoas apaixonadas por gastronomia, comunidades de pequenos produtores de alimento, pesquisadores e chefs gourmets. Realiza diversas ações para preservação da biodiversidade e pela adoção do consumo consciente. É um movimento que celebra o prazer de se alimentar, valoriza os modos tradicionais de se preparar os alimentos e brinda a variedade e a qualidade da comida.

O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta. Hoje conta com mais de 80.000 associados.

No Brasil, os programas Slow Food protegem e promovem produtos brasileiros como: Arroz Vermelho, Babaçu, Bergamota Montenegrina, Castanha de Baru, Farinha de Batata Doce Krahô, Feijão Canapu, Pirarucu, Guaraná Nativo Sateré-Mawé, Marmelada de Santa Luzia, Néctar de Abelhas Nativas Sateré-Mawé, Palmito Juçara e Umbu.

Saiba mais: http://www.slowfoodbrasil.com/

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20/10/2006

Receita sem nome

Essa receita foi inventada pela leitora Sandra e publicada em seu blog. Mas ainda não tem nome! Alguém pode nos ajudar a dar um nome?

Preparar o Shitake

Compre shitake fresco, lave, SEQUE, fatie e frite-o com azeite e só!!!! Espere secar toda a água, deixe fritar e pode até congelar (com o azeite da fritura). O cheiro é, no mínimo estranho, enquanto a água vai secando, mas passa. Eu juro! Uma bandeja dá para 3 a 4 porções congeladas.

Preparar o Broto de Bambu

Lave, fatie e cozinhe na panela de pressão, somente com água. Deixe “ao dente”. O broto de bambu não pode ser congelado. Fica molenga e aguado.

Preparar o Tempero

5 cebolas picadas, uns 15 dentes de alho, um pouco de cebolinha e salsinha. Bata tudo no liquidificador. Tempero pronto para arroz, feijão, carne, etc. Fácil, prático e agüenta bem mais de um mês na geladeira.

A Receita (para 3 a 4 pessoas)

Ingredientes

  • 1 porção de Shitake cozido
  • 3 bifes de alcatra fatiados (pode ser filet mignon)
  • 1 porção (uma xícara de chá) de broto de bambu
  • 4 colheres (sopa) de shoyo
  • 1 colher (sopa) de tempero
  • 4 colheres (sopa) de azeite
  • 4 xícaras (de chá) de água fervente
  • 1 colher (sopa) de farinha de trigo
  • Sal a gosto

Modo de fazer

Numa panela frite o tempero no azeite. Coloque a carne, deixe fritar um pouco e abaixe o fogo até que a carne comece a soltar água. Coloque a água fervente, o shoyo e o shitake. Depois de uns 10, 15 minutos de cozimento coloque o broto de bambu, acerte o sal e deixe cozinhar por mais uns 10 minutos. Pode deixar parado nessa hora, caso não vá servir de imediato.

Antes de servir, deixe levantar fervura, vá peneirando farinha na panela e vá mexendo devagar, sempre com fogo baixo, até engrossar.

Acompanha arroz branco (não necessariamente o gohan – arroz tipo japonês) e abobrinha refogada.

Abobrinha Refogada

Corte em quadrados 3 abobrinhas pequenas (diferente daquela “normal”) e sem o miolo. Numa frigideira, fite o tempero pronto no azeite. Coloque a abobrinha picada, sal e deixe fritar em fogo baixo até parecer meio “derretida” por fora, mas crocante ao morder.

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18/03/2006

Começando

Esse é “Arroz Doce com Tomate”, o meu blog culinário. Nele vou colocar algumas receitas, dicas e curiosidades gastronômicas. Então, comecem a deliciar-se com ele.

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